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A Bélgica está cancelando soltas por causa do calor. E quem solta no calor do Brasil?

Super pombos· 11 de julho de 2026
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A Bélgica está cancelando soltas por causa do calor. E quem solta no calor do Brasil?

No fim da primavera de 2026, a Europa viveu uma das ondas de calor mais fortes já registradas para a época. A Bélgica, coração da columbofilia mundial, marcou 30,3°C em Uccle no dia 26 de maio, quebrando um recorde que resistia desde 1985, e voltou a entrar em alerta de calor no fim de junho. No meio dessa fervura, uma cena chamou atenção: federações e clubes adiaram soltas de pombos, não por chuva ou vento, mas para proteger as aves do calor.

Se num país de clima ameno, onde nasceram os grandes campeões, o calor já é motivo para segurar uma solta, fica a pergunta incômoda para quem cria no Brasil: será que a gente solta com o cuidado que o nosso clima exige? A notícia europeia é um bom empurrão para revisar como o calor afeta o pombo e o que fazer para não perder ave à toa.

Por que o calor derruba o pombo

O pombo não tem glândulas sudoríparas. Ele não transpira. Para se refrescar, depende quase toda da evaporação pela respiração, aquele ofegar de bico aberto com a vibração da garganta. Funciona, mas tem limite. Quando o ambiente esquenta demais, o corpo acumula calor mais rápido do que consegue dissipar e entra em hipertermia.

Os efeitos vêm em cascata: a ave bebe mais e ainda assim desidrata, fica letárgica, perde apetite e rende menos. No limite, o superaquecimento é fatal. E o pior é que o momento de maior risco não é dentro do pombal, é justamente quando o pombo está fora do seu controle.

O cesto é a zona de perigo

No transporte, dezenas de aves ficam amontoadas nos cestos. Cada pombo é uma fonte de calor, e o ar quente fica preso. Sem boa ventilação e sem água, um dia quente vira uma armadilha térmica antes mesmo da solta. É por isso que os europeus preferiram adiar a prova a arriscar o lote inteiro.

A lição da Bélgica para quem solta no calor do Brasil

Adiar prova nem sempre está na mão do criador, mas muita coisa está. A ideia não é parar de treinar, e sim ler o dia e ajustar. Um resumo direto ao ponto:

Situação O que fazer
Dia previsto muito quente Solte cedo, logo após o amanhecer, antes do pico de calor do meio do dia.
Transporte longo até o ponto de solta Garanta ventilação no cesto e ofereça água antes de embarcar.
Pombo voltou ofegante do voo Sombra, água fresca à vontade e repouso. Não force novo treino na sequência.
Calor extremo com vento fraco Considere adiar o treino. Nenhum treino vale a perda de um lote.

Água limpa e fresca é o item mais barato e o mais esquecido nos dias quentes. Sombra e ventilação, no cesto e no pombal, vêm logo atrás. São medidas simples que separam o criador que perde aves no verão daquele que atravessa a estação com o plantel inteiro.

O calor não fica só no céu, ele entra no pombal

Enquanto você olha o termômetro lá fora, o interior do pombal também esquenta, e aí entra um segundo vilão: a umidade. Calor com umidade alta é a combinação que mais favorece fungos, bactérias e o acúmulo de amônia das fezes, o prato cheio das doenças respiratórias, apontadas por criadores europeus como o maior estraga-prazeres do esporte.

Como referência comum de conforto, muitos criadores miram algo em torno de 15°C a 24°C durante o dia, com umidade entre 50% e 70%. Acima de 70% de umidade o risco respiratório sobe. Não é número sagrado, é um norte: o que importa é perceber quando o pombal saiu muito da faixa e agir, com mais ventilação, menos lotação e limpeza em dia.

PombalPro Novo: controle de dispositivos
O calor não avisa. Quem mede, reage. Quem adivinha, perde ave.

O PombalPro é o quartel-general do seu pombal. Num só lugar você comanda manejo, saúde, quarentena, treinos e reprodução. E agora, com o controle de dispositivos, a temperatura e a umidade do pombal entram nos seus números em tempo real. O clima deixa de ser palpite e vira dado na sua mão.

Temperatura
manhãmeio-dianoite

Pico de calor ao meio-dia. Hora de segurar a solta.

Umidade
manhãmeio-dianoite

Mais úmido de madrugada. Olho na doença respiratória.

Ilustração do funcionamento. Os números são apenas exemplo.

Uns só percebem o problema quando a ave não volta. Você vê o pico de calor chegar e age antes. No fim da temporada, é essa diferença que separa o pombal que cresce do que só repõe perda.

Ative o controle de dispositivos e pare de criar no escuro

Fontes

Este texto se apoia nos registros das ondas de calor que atingiram a Europa no primeiro semestre de 2026, incluindo os recordes e alertas de calor divulgados na imprensa belga e internacional, e em relatos de provas de pombos adiadas por causa das altas temperaturas. As recomendações de manejo seguem as orientações da Royal Pigeon Racing Association para corridas em dias quentes e a literatura técnica da columbofilia sobre infecções respiratórias e sobre as faixas de temperatura e umidade consideradas confortáveis dentro do pombal.